ei-los que pingam
quem cabeceia sempre alcança

04 Setembro 2010

voltei ao ativo por uma boa razão:

 

PARABÉNS SAPO!!!

publicado por joão de deus às 03:32

20 Julho 2010

 

se fosse viva, amália da piedade rebordão rodrigues faria hoje 90 anos.

na foto um do par de brincos que usou no mítico concerto do olympia e que está em exposição no museu nacional do teatro.

publicado por joão de deus às 16:14

20 Julho 2010

esta estação estúpida do calor desmesurado não me serve para nada.

não gosto de praia.

não me dá gozo nenhum estar de papo pró ar durante horas a desafiar as leis da probabilidade de ficar canceroso só pela possibilidade de ficar com um tom de pele que os cânones impingidos pelas companhias de relações públicas na tentativa de vender mais produtos das marcas de cosméticos.

15 minutos de sol por dia dão saúde e alegria, aumentam as reservas de vitamina k e nivelam a melanina.

não preciso de estar preto para me sentir desejado, nem de cheirar a coco para mostrar que levo uma vida cool.

sou branco como a cal e faço anúncios à lixívia.

publicado por joão de deus às 12:54

12 Julho 2010

ainda ontem estava em frança e agora já estou cá,
vale mais um mês aqui do que o ano inteiro lá.
vale mais um mês aqui do que o ano inteiro lá.

publicado por joão de deus às 13:12

09 Julho 2010

este é o único sitio do mundo, para já, onde o espaço de assentamento do macbook é uma simples cadeira de madeira castanha, com costas em três ripas, duas direitas e a do meio trabalhada com curvas e contracurvas, assento em trapézio liso, toda a lembrar o portugal de antigamente, resgatada à antiga equipa de serviço do nosso restaurante, agora substituída por uma galante mas desconfortável linha espanhola de falsa madeira em laca castanha. argh. é então, quiçá esta a última resistente de um tempo que já lá vai.

 

a longos quilómetros daqui, algures numa estrada municipal com pontes de betão de uma única via, já o nariz mandava aviso. há agentes proponentes de alergias no ar. funga, assoa, seca com a costa das mãos, agita as narinas com dois dedos de uma lado para o outro violentamente na tentativa de conseguir sacudir a puta da comichão que chega à garganta. distraído o olfacto primeiro pelo deliciosamente pestilento olor a azeitonas chacinadas e, depois, com a inimitável moca proveniente da inadvertida inalação em excesso do aroma a cortiça a ser curtida, faz-se a o resto da viagem.

 

a noite chega e com ela as esperadas temperaturas abaixo dos 35ºc. as flores amainam, as ervas descansam, os animais aproveitam para dormir. as reacções químicas conjuntas proveniente do acerto biológicos de todos estes seres vivos que partilham este pequeno microclima raiano resultam numa orgia olfactiva sensacional. sentir a noite a chegar e cheirá-la a chegar são coisas bem diferentes. nesta altura do ano a primeira é apenas o fim de um martírio enquanto a segunda traz a paz necessária ao descanso para o dia que se segue, e que começará longas horas antes do goucha pegar ao serviço.

publicado por joão de deus às 02:08

04 Julho 2010

é hoje a segunda e última representação do sonho de uma noite de verão pelo teatro praga et all no centro cultural de belém.

uma montagem inenarrável em duas horas e tal de puro deleite. é imperativo ir ver. props pra eles.

 

*


03 Julho 2010

todas as pessoas que poderiam alguma vez vir a entender de que fala este post estão ou emigradas ou desaparecidas ou vivem no alentejo.

caso por acaso aqui venham ocasionalmente parar, poderão sentir no fundo do cérebro um pequeno estalido, que as estará a activar para as memórias médio longas de tempos de adolescência tardia e inocência perdida mas dificilmente o relacionarão comigo. das do alentejo estou safo, que não sáfio, porque lá não se lêem blogues. a vida corre de outra maneira, em modo menos acelerado, com menos complicações e menos comoções. as complicações dispensam-se mas sem emoções não vivemos. daí a obliviar totalmente o constantemente re-acelerado processo de evolução da sociedade no planeta terra é um passo. insistir em viver de certa maneira quando já mais ninguém o faz, insistir que as coisas ainda se fazem de certa maneira completamente obtusa aos procedimentos contemporâneos é perder tempo de vida. se o que nos diferencia dos animais é o livre arbítrio, não o deveremos usar para escolher quem queremos ser e, consequentemente, ser o melhor que pudermos ser? eu hoje escolhi ultrapassar o bloqueio venga boys.

publicado por joão de deus às 03:39

01 Julho 2010

publicado por joão de deus às 21:51

25 Junho 2010

sou, geralmente, um tipo comedido nas manifestações do tipo físico. não me excitam os desportos de luta e odeio confrontos, não por cobardia, por os achar um perfeito desperdício de recursos energéticos. a violência não resolve nada.
neste momento estava capaz de pegar numa caçadeira de canos cerrados, montar em movimento gazelês dois a dois os degraus dos dois estreitos e escuros lances de escadas que me separam da porta de entrada do apartamento do piso por cima deste, rebentar com a fechadura com um tiro certeiro, entrar à la feria pela casa a dentro e gritar: MAS HÁ-DE SER TODAS AS NOITES ESTA MERDA? MAS VOCÊS ACHAM QUE EU NÃO PRECISO DE DESCANSAR? MAS QUE FODA É QUE SE PASSA AQUI, CARALHO??? CALEM A PUTA DA CRIANCINHA, TIREM OS SALTOS ALTOS E EXPERIMENTEM MUDAR A FODIDA DA MOBÍLIA DE SÍTIO DURANTE O DIA!!! ESTÃO-ME A OUVIR? mais um tiro, desta vez rebentando com o lcd ultrafino de 120cm pendurado na parede e, por ricochete, com um quadro de proporções anormais representando a última ceia de cristo da nazaré daqueles com efeitos 3d, à chinesa, em que os olhos do filho de deus nos seguem por toda a casa. E TU TÁS A OLHAR PRÁ ONDE? NUNCA ME VISTE? NÃO TE LEMBRAS DE NOS CRUZARMOS TODOS OS DIAS NA ENTRADA DO PRÉDIO E DE NUNCA ME RESPONDERES AO SIMPLES "BOM DIA", VACA MALCRIADONA?
ISTO ACABA AQUI. VOCÊS VÃO, A PARTIR DE HOJE, TER HORÁRIOS SEMELHANTES AOS QUE CUMPRE O RESTO DA POPULAÇÃO MÉDIA A NÃO SER QUE UM DE VOCÊS SEJA PADEIRO QUE AÍ PERDOAM-SE UMAS COISAS.
VOU-ME EMBORA E CONTO NÃO OUVIR NEM MAIS UM PIO DAQUI DE CIMA SENÃO, FODA-SE JURO, VENHO CÁ OUTRA VEZ.


24 Junho 2010

boa parte daquilo que se segue soará a fantasia.
na minha rua dantes passeavam-se famílias todo o dia.
depois, um bairro de lata alargou nesta direcção e deixou de ser seguro andar na rua a determinadas horas.
o governo resolveu fazer uma estrada gigante que dá a volta à cidade e prometeu cumprir os prazos. precisou de fechar outras e redireccionar o trânsito para alternativas e a minha foi uma dessas. o prazo já expirou das vezes e ainda parece que vivo no centro nevrálgico da cidade, com engarrafamentos a toda a hora e buzinões constantes.
o separador central da minha rua, afinal uma avenida, tem bancos de jardim virados para os escapes dos carros que passam e antigas amoreiras bravas que perdem as folhas no fim do inverno com as chuvas mais fortes. no verão, ou na época do ano cuja temperatura normalmente se afectaria a essa estação, frutificam uma espécie de baga esteticamente comparável a framboesas obesas de cor esbranquiçada e leitosa.
os pássaros que fazem delas sua casa, com a capitação do agregado aumentada pelas chegadas da primavera e pelos cada vez mais numerosos primos brasileiros de bico amarelo, comem garganeiramente tal fruto.
o dito, alimentado a chuvas ácidas, poeiras tóxicas e a vapores resultantes da combustão dos derivados de petróleo das máquinas de levar e trazer pessoas, causa-lhes um frenesim burlesco nos pequenitos tratos intestinais, o que os obriga a obrar constante e abundantemente sobre os incautos transeuntes.

publicado por joão de deus às 14:02

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